Eternamente mãe

segunda-feira, 14 de maio de 2012

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           “Eternamente Mãe” é o nome de uma mostra de fotos de mães com seus filhos que está acontecendo no shopping Villa Lobos em São Paulo. Uma destas fotografias que mostra o ator Reynaldo Gianecchini com a mãe chamou especialmente a minha atenção pela delicadeza dos afetos trocados.  Apreciando a foto, fiquei pensando sobre o quanto as imagens podem nos afetar. Ao olhar a mãe acariciando o rosto do filho, mergulhei na intensidade do gesto e pensei em alguns pacientes que atendi e o quanto este toque poderia ter “tratado” seus corações.  Carinhos sinceros e bem dosados são antidepressivos de ação imediata, promovem saúde e autoconfiança.
          Muitos podem discordar, mas o lar é o nosso ponto de partida e, tanto na literatura como no senso comum, a mãe é a responsável pelo bem-estar psicológico e emocional da família. Atribui-se a ela a idéia mítica de ideal de amor e de afeição.
          Por outro lado, assistimos a uma avalanche de livros e artigos publicados com o objetivo de ajudar os pais a criarem seus filhos de maneira saudável a fim de promover autoconfiança e autonomia. E me incluo nessa leva. Mas o fato é que a mulher está absurdamente estressada com todas as necessidades que colocaram em sua vida, a ponto de não saber mais sentar no sofá de casa sem estar fazendo algo simultaneamente. É computador, televisão, anotações para uma reunião, o pensamento na avaliação de desempenho e na programação das atividades dos filhos no dia seguinte. Nossa, quando penso na minha avó vejo a diferença, acho que ninguém teve avó agitada. Tudo bem era outra época, mas nós precisamos dar um tempo. Que parem de falar que mulheres perderam 30kg em um mês, que aparentam 20 anos menos, que são executivas perfeitas e ainda atletas. Quem consegue ter tempo e calma para dar um colinho gostoso?


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SER MULHER

segunda-feira, 12 de março de 2012

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         Hoje, estou escrevendo para o site, tenho uma profissão, busco atualizar sempre meus conhecimentos e também pago minhas contas. Sou mais uma das inúmeras mulheres que colhe os benefícios de toda a transformação da história da mulher dos últimos 150 anos e que, sem necessariamente perceber, está contribuindo para a contínua construção, agora no século XXI. Na mensagem de hoje, quero mais do que parabenizar a todas pelo nosso dia, gostaria também de favorecer uma maior conscientização do nosso papel e da má influência que os meios de comunicação causam à nossa imagem.

                                                  CONQUISTAS
          Até meados do século XIX, a vida da mulher era voltada para a procriação e administrada conforme os interesses masculinos. Vivendo de forma resignada seu papel, restava-lhe o prazer de agradar sem expressar opiniões. Quando os donos das fábricas no século passado precisaram aumentar a produção, a vida da mulher mudou muito. Passou a ler, a escrever e entrou para o mercado de trabalho. Com o capitalismo, a força de trabalho feminina abriu maior espaço na sociedade. Obteve reconhecimento pela sua capacidade intelectual, ocupou cargos e mais cargos, antes prioritariamente masculinos, e passou a contribuir financeiramente no lar.  Com todos estes ganhos para a mulher, deveríamos estar felizes e satisfeitas. Mas não é bem isso o que estamos assistindo, especialmente nos consultórios dos psicólogos e dos médicos em geral.

                                      A BANALIZAÇÃO DA IMAGEM
          A independência financeira e profissional da mulher passou a valorizar a estética do corpo que vem sendo muito reforçada pela mídia. Uma exposição inadequada que leva à banalização do corpo da mulher vem afetando a sua subjetividade, ou seja, suas emoções, pensamentos, sentimentos e a forma de se relacionar. O corpo feminino passou a ser explorado pelas propagandas, revistas, jornais, programas de TV e indústria pornográfica como meio para aumentar a movimentação financeira.  A imagem mulher atualmente está sendo usada para consumir e ser consumida.
          Assistimos a mulher, que conquistou tanto, submetida às imposições da mídia e ao mercado de consumo. A mídia também tem criado estereótipos femininos fracos e manipuláveis, além de incentivar a violência doméstica e a submissão da mulher. Estas imagens estão prejudicando também as gerações futuras. As adolescentes têm uma visão muito negativa sobre elas mesmas, baixa auto-estima e pouca tolerância à frustração. Ilusões e mais ilusões, vazios e depressões.                                                         

           Queridas mulheres lindas, fortes, responsáveis, inteligentes, esforçadas, amorosas, gentis e cuidadoras, estamos correndo o risco de esquecer o que realmente importa, de atender as nossas reais necessidades.

                                           O VERDADEIRO LUXO
          Mudar o mundo é mudar o modo de olhar. Vamos escolher melhor o que comprar, o que assistir, o que ouvir.  O verdadeiro luxo para a mulher é saber reconhecer, vivenciar e praticar tudo o que conquistou com simplicidade, valorizando-se e fazendo-se ser respeitada. Um novo olhar sobre o que realmente tem valor é o máximo da sofisticação. Em nossa essência sabemos que o que é mais valioso, não pode ser embalado e tampouco vendido.

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Educar crianças e jovens é papel de quem?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

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          O mesmo fato é capaz de provocar interpretações muito diferentes. Outro dia uma mãe queixava-se que seu filho vinha aprendendo na escola tudo o que ela não queria. Disse que ele aprendeu a falar palavrões, a agir com certa rebeldia, a desobedecer as suas ordens, a não dar importância aos estudos. Tudo isso alegou ser conseqüência das más companhias e da falta de controle dos professores sobre os alunos. Já as opiniões de diretores e de professores apontaram para questões diferentes. Argumentaram que os pais não estão mais educando os filhos devido ao pouco tempo que ficam em casa, salientaram que não têm conhecimento sobre os tipos de jogos que as crianças brincam nos videogames, que não explicam sobre os valores da vida, como a importância do respeito e da consideração, cedendo a todos os desejos de consumo e inclusive aos maus hábitos alimentares. Ressaltaram que os pais não educam por ser trabalhoso e também porque não querem desgastar a relação no pouco tempo que tem com os filhos.
         
          Afinal, quem está com a razão? É a escola que dá chances para os alunos aprenderem o que não deveriam ou os pais que não educam seus filhos? Talvez o maior prejuízo da modernidade aponte para uma questão educacional mais ampla e assim pode ser resumida: logramos o desenvolvimento sofisticado da ciência e tecnologia sem uma correspondente evolução psíquica, ética e espiritual. Quem está responsável por ajudar os jovens a fazerem a travessia da margem da ignorância para a margem do conhecimento e do autoconhecimento? Assistimos a falência da ética, a crescente violência e injustiça social, o aumento do índice de depressão e suicídio entre as crianças e os jovens.

          Estamos percebendo que no mundo atual eles não são educados apenas pela escola ou pelos pais. A televisão educa, a sociedade educa, os entretenimentos educam, entre outros. Quando uma criança faz algo que não deveria fazer, a questão pode não estar diretamente ligada à escola ou à família, mas ambas as instituições tem a responsabilidade de insistir na educação e nas boas lições, cada uma à sua maneira.

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O que é um luxo pra você?

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          Acredito que nossa relação com o dinheiro ande um tanto confusa. Muitas vezes está calcado numa série de crenças equivocadas dando a ele um valor que ele não tem. O dinheiro pode nos dar a sensação de que somos mais importantes e melhores do que somos na verdade. De uns tempos para cá, um movimento bem mais interessante vem crescendo e fazendo com que as pessoas passem a valorizar muitas situações que não aconteciam antes. Atualmente o verdadeiro luxo ganhou um conceito mais flexível passando a reconhecer o verdadeiro valor dos momentos raros e especiais. Por exemplo, o que faz com que uma viagem seja inesquecível, são os momentos emocionantes vivenciados e isso, no meu ponto de vista, não depende do seu valor comercial.

          Atualmente a responsabilidade social está incluída no repertório de atitudes de extremo valor. O novo luxo é saber reconhecer, vivenciar e praticar a simplicidade, pois valorizar a vida é o máximo da sofisticação. Esse novo olhar sobre o valor das coisas influencia inclusive os hábitos de consumo. O que é um luxo prá você? Uma amiga disse que um luxo, em sua opinião, é poder ver o pôr do sol. Outra, porém, sente ser um momento especial quando assiste uma comédia com as filhas. Apoio totalmente este movimento, pois o que é mais valioso pra mim não pode ser embalado e tampouco vendido.

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Coragem para arriscar

sábado, 10 de setembro de 2011

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          Aprendemos a caminhar porque tentamos e não desistimos nos primeiros tombos, ou seja, nos primeiros fracassos. Será que hoje desanimamos mais facilmente diante de pequenos obstáculos ou será que a vida está mais desafiante e os riscos se multiplicaram? Seguimos em frente e, na maior parte das vezes, tentamos percorrer os caminhos menos arriscados, os que nos provocam menos medo, mas logo descobrimos uma lição: quem não arrisca não petisca.

          Em nosso cotidiano somos acompanhados de pequenos riscos. Fazemos negócios, participamos de reuniões, entrevista de emprego, provas na escola, enfrentamos chefe nervoso e vamos conduzindo nossas vidas da melhor forma que dispomos no momento. Mas há os que arriscam além. Buscam realizar projetos pessoais ou profissionais acima das próprias expectativas. Ousam sonhar e a investir a própria auto-estima neles.

          Pessoalmente acredito que enfrentar riscos pode ser um ato de coragem ou de imprudência. Mas o corajoso mesmo não é um imprudente. Ele tem medo sim, mas se prepara para enfrentar as dificuldades que foram sinalizadas pelo medo. Avalia a situação, mede seus limites, organiza as alternativas e assume os próprios riscos.

          Tenho um amigo que diz “o não eu já tenho, vou buscar um sim”. Acho que aprender a colher as oportunidades pode, gradativamente, nos transformar naquela pessoa

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O Calor de uma Amizade

terça-feira, 5 de julho de 2011

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          Amizade para mim é calor, alegria, aconchego e respeito pelas diferenças. Nos momentos atuais, onde há tanta agressividade, competitividade e individualismo, a amizade tornou-se essencial para iluminar os momentos escuros, embalar dores, distrair crises e acolher nosso silêncio. O mundo mudou muito nos últimos vinte anos. Nascemos num mundo que expirava segurança e sobrava tempo. Atualmente vivemos grandes incertezas, transformações, mudanças de paradigmas onde, muitas vezes, pais, mães e irmãos estão em crise.

          Em tempos onde os parentes não se entendem mais e os casamentos terminam, os amigos são insubstituíveis. Mas é preciso identificar os diferentes graus de intimidade. Há os amigos de infância, o amigo para passear, o amigo para grandes confidências, o amigo para academia. Saber distinguir os limites e, sobretudo, as capacidades de cada um para com a gente, é um exercício. Se você confundiu, esperou demais de quem não correspondeu às expectativas, tudo bem. Procure evitar atuar como vítima das circunstâncias e busque aprender com a confusão que fez. Afinal, sem amigos a vida fica sem tempero. O que seria de Barney sem Fred Flintstone?

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Quem cuida da sua felicidade?

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          A qualidade de vida está relacionada com um bom hábito alimentar, com a prática de exercícios físicos, mas também com o nosso estado psíquico.

          A dificuldade de lidar com problemas emocionais é capaz de desencadear o surgimento de emoções destrutivas que podem interferir na saúde física e mental. Geralmente afeta os relacionamentos, as questões que envolvem o trabalho, a produtividade, a adaptação social e até mesmo a capacidade/vontade de lidar com tarefas cotidianas.
          Também com o ritmo da vida atual!
          No passado, o ritmo da vida era muito mais lento, com exigências menores, Hoje, não tem quem escape. São muitas as contradições e as mudanças de referências. Ao mesmo tempo, os indivíduos trazem consigo seqüelas de traumas e resíduos das frustrações.

          Atualmente, mais do que em outras épocas, se busca o psicólogo. Nada mais natural e corajoso do que reconhecer a necessidade da assistência psicológica. Afinal, o ser humano é de certa forma vulnerável, mas tem uma capacidade surpreendente de recuperação.

          Um estado psiquico harmonioso promoverá condições necessárias para que a boa qualidade de vida aconteça.

          Cuidar de si e da própria felicidade são escolhas que só você pode fazer.
Pratique!

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Como você quer "ser"?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

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          Os humanos são capazes de aprender com a experiência e a produzir modificações em função da alta plasticidade. No entanto, esta pode ser uma vulnerabilidade.

          Os jogos de força do capitalismo criam, ininterruptamente, formas de “ser” que potencializam o consumismo desenfreado. Estão à venda kits de “como ser” para não se sentir excluído. Então, quem não tem bumbum, compra. A força é tão grande que o efeito de satisfação da compra dura pouco.  O que agora é seu já não tem mais aquele valor, gerando uma insatisfação imensa. Nota-se que a necessidade de se sentir aceito, admirado, incluído ou até amado está associado à sua próxima aquisição. Geralmente, o que se deseja é idealizado (cabelos de três tons de loiro, olhos azuis, lábios carnudos, sobrancelha de tatoo, botox no rosto e seios 48 igual à fulana de tal que é a musa do verão) ou muito caro, gerando angústia, dívidas e dependência da imagem idealizada. Estas forças de exclusão só aumentam os processos de pânico e de depressão.

           Penso que o custo da movimentação do comércio e dos serviços é muito alto para todos. Nunca se adoeceu tanto. Verificamos, no dia-a dia e nos noticiários, que a sociedade está capturada pelo consumismo e esvaziada das emoções e práticas essenciais.

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A Doença como Caminho

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          Desejo compartilhar hoje uma reflexão sobre os aspectos psicossomáticos do fato de adoecer. Desse ponto de vista, os sintomas podem ser considerados a forma física de expressão de ressentimentos, dificuldades para lidar em momentos de sofrimento emocional, insegurança, desilusões, preconceito, faltas de referências e tantos outros conflitos que surgem em função dos atravessamentos que podemos passar ao longo da vida. Ao conceber o corpo como uma unidade, sabemos que não existe distinção entre físico e emocional, o que acontece no âmbito emocional atinge o físico necessariamente.

Assim, quando um sintoma se manifesta no corpo, chama a atenção e interrompe muitas vezes a continuidade do caminho da vida vigente. O sintoma é um sinal e exige a nossa atenção. Por outro lado o ser humano não quer ser perturbado e tenta eliminar o sintoma e não tratá-lo. Mas se aprendermos a compreender que este sintoma, recorrente ou não, é a expressão de um processo mais profundo, ganharíamos em autoconhecimento. Perguntaríamos ao doente (ou a nós mesmos) “O que está lhe faltando?”. Penso que o processo de cura está também em nossas mãos e passa pela

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O Presente

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Não, não é aquele que espera receber no Natal, mas o que pode obter todos os dias. Praticar estar com sua atenção no tempo presente é o ideal. Simples, mas na prática nem tanto. Já percebeu que os pensamentos tendem a ficar no futuro através das expectativas ou ansiedades, ou então no passado, por frustração ou outros motivos? Então saiba que o amanhã ainda não chegou e o ontem não poderá ser modificado.

O que te deixa satisfeito? Você pode até num primeiro momento acreditar que o consumo de objetos, carros, roupas seria a solução para a depressão, mas as pesquisas revelam que as pessoas sentem-se equilibradas quando engajadas em grupos como na escola, na família, no trabalho e numa união carinhosa, praticando relacionamentos, com trocas de experiências e afetos. Isso é que dá significado à própria existência.

Em qualquer situação, a recompensa é a própria realização, os resultados obtidos, a dedicação, as amizades que podem florescer e o reconhecimento pelo seu jeito bacana de ser. Saiba que a felicidade vibra na freqüência das coisas simples.

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Deixe Brotar a Paz

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Muitos momentos preciosos têm seu tempo de viço. Costumamos esquecer que não podemos impedir as mudanças. È importante que passemos a conviver com os dias e as noites das coisas e a aceitar que as mudanças não podem ser evitadas. Tudo é impermanente e está submetido à inteligência das fases. Os momentos de alegria se alternam com os de frustração ou de tristeza. A maioria das pessoas só quer viver os de alegria, mas você já reparou que só nos de tristeza é que transformamos nossas vidas? Agradeça os momentos de alegria, mas igualmente agradeça os de tristeza, porque são nestes que nos sentimos desafiados. Impulsionam, dão forças para crescer, mudam o rumo, nos pressionam a começar novos projetos, desfazem as certezas e reformulam nossa proposta de vida. Nestes momentos podemos sair do comodismo e nos tornar aquela pessoa que sonhamos ser.

Uma vez que essa idéia se fundamente no seu coração, ou seja, quando for capaz de ser grato tanto pelo sofrimento quanto pelo prazer, a tensão desaparecerá, e então cada momento da vida será de paz. Exercite!

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Terceira Idade Reinventada

sexta-feira, 1 de julho de 2011

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          A longevidade se tornou uma realidade através do progresso da tecnologia e da medicina. Quanto mais vejo, mais acredito que a terceira idade está sendo reinventada. Atualmente esta parcela da população está presente nos eventos mais diferenciados e tem encontrado suporte nas políticas públicas para que não ocorra o desengajamento dos papéis sociais.

          Em nossa cultura ocidental o preconceito para com o envelhecimento é um fato, pois está ligado a estereótipos como rabugices, falta de coordenação motora, cansaço e doenças. Mas até mesmo nos filmes e novelas, o idoso já está sendo apresentado como alguém bonito, engajado e poderoso.

          O mercado de trabalho também demonstra sinais de mudança passando a valorizar mais o conhecimento, a responsabilidade e a fidelidade de um colaborador mais maduro.

          A auto-estima melhorou muito na medida em que se sentiram incluídos. A vovó no fogão é coisa do passado. Paqueram, dançam, usam roupas e sapatos descolados (da moda), se enfeitam, investem na manutenção da intimidade e do sexo, estão nas redes sociais, como qualquer pessoa de outra faixa etária.

          A terceira idade não precisa ser vista nem como clímax nem como anticlímax da vida. Penso que é mais um período com seus próprios desafios e oportunidades. Você está aberto para rever seus preconceitos?

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O Melhor Presente para a Mulher

sexta-feira, 17 de junho de 2011

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     O sonho de várias gerações colocou para a mulher o desafio de ser múltipla. Além dos papéis de outrora como o de mãe e esposa, acrescentaram-se outros tantos. Isso vale para trabalho, o estudo, administração da casa, acompanhamento dos estudos dos filhos, manutenção da saúde e da aparência física, cuidadora dos pais, e ainda manter-se interessada e interessante em relação ao companheiro. E em todas as circunstâncias ela se cobra a perfeição.

     Muitos homens evoluíram com toda essa mudança e passaram a dividir tarefas e responsabilidades por entender as necessidades do ritmo de vida atual. Mas uma grande parcela parece não ter tido flexibilidade e maturidade suficiente para acompanhar a evolução. Observamos diariamente alguns reflexos, como o grande número de filhos que são educados e sustentados apenas pelas mães, de jovens envolvidos com drogas e bebida alcoólica e o número alarmante de violência física e moral contra a mulher.

     Desejo que o Dia Internacional da Mulher sirva de reflexão para que ela não seja idolatrada e homenageada como heroína, mas que seja vista como alguém que precisa de apoio e de respeito.

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